Através
das atividades lúdicas pedagógicas, as pessoas, principalmente as crianças com deficiência
ou não, desenvolvem o senso de organização, o espírito crítico e competitivo, o
respeito mútuo, além de aprenderem e fixarem conteúdo com mais facilidade.
Diante da variedade de jogos, selecionei um clássico, mas que apresenta
diversas formas de aplicabilidade para pessoas com deficiência intelectual.
O jogo da memória é um jogo formado por
peças que apresentam uma figura em um dos lados. Cada figura se repete em duas
peças diferentes. As regras são simples e de fácil compreensão. São elas:
Embaralhar as peças; Organizar as peças com os desenhos para baixo, em fileiras
com a mesma quantidade; Decidir a ordem de cada jogador; O jogador levanta duas
peças de modo que todos os outros possam visualizar; Quando levantar peças
iguais, o jogador forma pares e fica com ele;
Quando formar par, o jogador tem direito de jogar outra vez; Quando não
consegue levantar peças iguais, o jogador deve colocá-la na posição original;
Ganha o jogador que formar mais pares.
Nas pessoas com deficiência intelectual, o
jogo da memória servirá para desenvolver a curiosidade, estimular o raciocínio
e a memória, desenvolver a linguagem, pensamento e concentração, trabalhar a
iniciativa e a autoconfiança e auxiliar no processo de integração e
socialização.
O professor poderá utilizar-se desse jogo
para trabalhar o aluno em diversas áreas como Linguagem, Leitura, Escrita,
Matemática, Ciências, Cultura e Sociedade. Poderá fazer também as mais variadas
intervenções, como por exemplo, questioná-lo sempre sobre o conteúdo do jogo,
as estratégias utilizadas pelo mesmo para vencer, enfim, estar sempre
conversando sobre tudo o que está no contexto do jogo para que oralizando, o
aluno consiga internalizar e se apropriar do conteúdo trabalhado no mesmo.
